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terça-feira, 19 de março de 2013

NOSSO ARRANHA CÉU - ED. ITALIA







O Edifício Itália (cujo nome oficial é Circolo Italiano) é o segundo maior da cidade de São Paulo e do Brasil em altura, com 165 metros (151 m a partir do nível da rua) distribuídos em 46 andares. Inaugurado em 1965, é atualmente um dos marcos da cidade, protegido pelo Patrimônio Histórico por ser um dos maiores exemplos da arquitetura verticalizada brasileira.
A construção do Itália foi permitida pelas autoridades municipais apenas por se localizar em um dos pontos focais de São Paulo (na esquina das avenidas Ipiranga e São Luís, no centro da cidade), segundo consta nos documentos guardados pela administração do edíficio.
Um dos maiores destaques do edifício Itália é o restaurante localizado no seu topo, conhecido como Terraço Itália, que permite uma vista em 360 graus da cidade, sendo um dos maiores pontos turísticos da capital paulista.
No andar térreo do edifício há também um teatro e uma galeria. Em dois pequenos prédios anexos encontra-se um antigo clube (o Circolo Italiano, que ocupava a área antes mesmo da construção do prédio). Os demais andares são ocupados por escritórios.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

ED. ALEXANDRE MAKENZIE (SHOP. LIGTH)







Antiga sede da Light & PowerCompany, no centro de São Paulo, renasce após restauro e reconversão para shopping center. O novo centro comercial pode jogar um papel importante na valorização daquela área decadente, bem ao lado do Viaduto do Chá


No final do ano passado, um dos mais conhecidos prédios do centro de São Paulo, a antiga sede da Light, reabriu depois de passar por reconversão de uso e transformar-se em um moderno shopping center. A reciclagem restaurou aspectos da histórica fachada e deu novo destino a suas áreas internas. Conservou, porém, as proporções e detalhes arquitetônicos compatíveis com o novo uso.
Poucos paulistanos lembram-se do antigo prédio da Light, na esquina da rua Xavier de Toledo com o viaduto do Chá, região central da cidade, com ospequenos toldos vermelhos cobrindo sua múltiplas janelas. Elementos que atenuam o aspecto senhorial da construção idealizada, em sua primeira fase, pelo escritório canadense Preston e Curtis, eles foram reconstituídos na conversão recentemente concluída. A recomposição de um elemento histórico, já dissociado da memória coletiva, está ali como a assinalar o novo uso, suavizando as portentosas fachadas.
O mérito do projeto não está só na cuidadosa recuperação das áreas externas, incluindo a recomposição de detalhes originais perdidos ou alterados ao longo dos anos. Seu aspecto mais significativo é demonstrar que o uso ativo e intenso não é incompatível com a preservação de edifícios históricos.
O projeto de Faggin conservou as características gerais do espaço existente e, para suprir o programa de necessidades do shopping, concentrou numa edificação anexa, nova, as áreas de circulação vertical e a infra-estrutura necessária.
Os detalhes arquitetônicos da antiga construção revelam-se no pavimento "rés-do-chão", principal acesso ao shopping. Por exigência dos órgãos de patrimônio, ele não pôde ser fragmentado. Dão idéia da concepção original os lambris de madeira que revestem parte das paredes e que foram recuperados; as belas (e recompostas) clarabóias nos poços de iluminação sobre pisos translúcidos; e os elegantes lustres, que passaram por criteriosa manutenção. Da mesma forma, em todos os pavimentos, houve a restauração das escadas e elevadores do prédio antigo.

O SAMPAIO MOREIRA JÁ FOI REI





Olhe bem para esses prédios acima. Esqueça a aparente superioridade das duas construções contemporâneas e preste atenção no “velhinho”, que está no centro. Pois bem, um dia, este que agora passa despercebido pela maioria dos paulistanos foi o primeiro grande edifício de São Paulo. Seu nome de “batismo” é Prédio Sampaio Moreira.

Agora tente imaginar a capital paulista em 1924 e, de repente, a paisagem da Rua Líbero Badaró é transformada por uma construção com doze pavimentos e cinqüenta metros de altura. O mais alto edifício de São Paulo. A construção é primorosa, detalhada, a fachada modificando-se nos diferentes andares.


Sampaio Correia, o edifício, recebeu o nome do proprietário e sabe-se que a família foi dona de muitos terrenos no Tatuapé. O prédio foi desapropriado e já foi noticiada a restauração e até o funcionamento de uma Secretaria Municipal para ocupar o espaço. Por enquanto, o prédio está fechado e nada é perceptível em termos de reformas ou restaurações.
O projeto arquitetônico, atribuído ao escritório Stockler das Neves, é visivelmente requintado. E se a prefeitura cumprir seu papel de manter esse local histórico, a cidade vai poder usufruir daquele que perdeu o posto de edifício mais alto para o Prédio Martinelli.
As rápidas transformações do início do século XX coincidiram com o extraordinário crescimento da cidade de São Paulo. A arquitetura européia, em 1924, já era outra e logo chegaria à cidade exemplos das novas referências. O “Sampaio Moreira” perdeu o título, mas o prédio aí está, encantador e, mesmo em estado precário enquanto aguarda cuidados, não perde o charme, quase romântico, garantindo a simpatia dos paulistanos.
Passando pela Líbero Badaró, preste atenção. O Prédio Sampaio Moreira merece um olhar mais detalhado. É ele o primeiro “Espigão”, o que deu origem à São Paulo vertical, nossa “Selva de Pedra” tão amada.

RUA LIBERO BADARÓ






Rua Líbero Badaró é uma importante via localizada no Distrito da Sé, na região central da cidade de São Paulo, Brasil. Antiga Rua Nova de São José. Tem início no Largo de São Francisco e término no Largo de São Bento onde se situa o Mosteiro de São Bento.
Faz esquina com a Rua José Bonifácio, com a Praça do Patriarca, com a Rua Dr. Falcão Filho, com o Viaduto do Chá, com a Rua Dr. Miguel Couto e a Avenida São João.
Denominação é homenagem a Giovanni Battista Libero Badarò (Laigueglia, 1798 — São Paulo, 1830), jornalista, político e médico italiano radicado no Brasil, assassinado na rua, onde residia, por motivos políticos. Foram moradores ilustres, Amador Rodrigues de Lacerda Jordão, barão de São João do Rio Claro (1857), Joaquim José dos Santos Silva, barão de Itapetininga (1873) e Francisco Xavier Paes de Barros, barão de Tatuí (1887). Abrigou o Hotel Carlton.
Nela se encontram os históricos Edifício Sampaio Moreira e o Edifício Conde de Prates, que faz frente para a Prefeitura de São Paulo, tendo sua entrada principal na Rua Líbero Badaró, além de outra pelo Vale do Anhangabaú.
Abrigou também o Othon Palace Hotel, um símbolo da hotelaria de luxo da capital de São Paulo, fundado em 1954, por ocasião da comemoração dos 400 anos da cidade. Com a degradação do centro histórico, a partir dos anos de 1970, os hospedes deram preferência a novos endereços, e foi fechado. Declarado de utilidade pública, e localizado próximo à Prefeitura Municipal, foi cogitado seu aproveitamento para abrigar órgãos públicos municipais. 

domingo, 27 de janeiro de 2013

EDIFÍCIO BANESPA - ALTINO ARANTES

O Edifício Altino Arantes (também conhecido como Edifício do Banespa ou Banespão ) é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista, sendo o 3º mais alto da cidade e o 5º do Brasil. Construído a partir de 1939, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947 também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo, foi durante mais de uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale, em 1960.[1] Seu projeto inicial foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Building, em Nova Iorque. Logo após a inauguração, na década de 1940, chegou a ser considerado a maior estrutura em concreto armado do mundo.









A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, ela permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros, sendo possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton. O Mirante do Vale concluído em 1960 , e que apesar de não ser muito conhecido, ainda hoje é o edifício mais alto do Brasil. Além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo.
No final dos anos 1970 a torre ganhou em volta de sua base uma cinta de alumínio, aonde foi fixado o logotipo do banco. E no topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos àquela altura.

EDIFICO MARTINELLI, O PRIMEIRO ARRANHA CÉU!!

Erguido com a técnica construtiva de alvenaria de tijolos e estrutura de concreto. Atualmente, considerado o símbolo arquitetônico mais importante do momento de transição da cidade baixa. A construção foi iniciada em 1924 e inaugurada em 1929 com 12 andares. Os trabalhos foram retomados e seguiram até 1934, finalizando a obra com 30 andares e 105 metros de altura. Ao terminar, o Martinelli ultrapassou o Edifício A Noite, localizado no Rio de Janeiro, o mais alto arranha-céu do Brasil e da América Latina, que havia sido inaugurado em 1929. Em 1935, o posto de mais alto da América Latina passou a ser do Edifício Kavanagh, levantado em Buenos Aires, que media 120 metros de altura.

No 26º andar exibe um belíssimo terraço do qual se tem uma visão panorâmica da cidade, avistando-se o Pico do Jaraguá, as antenas da Paulista e os milhares de prédios que compõe a paisagem urbana da cidade. Também nesse espaço foi construída a "Casa do Comendador", réplica de uma villa italiana, onde a elite de São Paulo se reunia em suntuosas festas. Foi construída como moradia da família Martinelli para "provar" ao povo que o prédio não cairia.